Sojourner Truth: Fé e Perseverança pelos oprimidos.

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Sabemos que a luta das mulheres por seu espaço na sociedade vem de muito tempo e suas conquistas foram e continuam sendo lentas, porém com excelentes resultados, seja no mercado de trabalho, competindo com homens na mesma função, no voto ou na tal liberdade que por um tempo pertencia apenas aos homens. Tá! Certo que o salário ainda é injusto, mesmo quando uma mulher exerce a mesma função de um homem ou quando ela é julgada como vulgar por usar roupas curtas, entre outras coisas. Mas, vamos combinar que muitas causas defendidas pelo direito da mulher ganharam um destaque por mudarem o rumo da história da humanidade, e que essas mulheres de fibra que lutaram pelos seus direitos e de tantas outras mulheres merecem que os seus méritos sejam reconhecidos. Entre essas mulheres termos a ex-escrava Sojourner Truth e seu elevado discurso sobre abolição da escravatura e o direito das mulheres.



Sojourner Truth foi uma mulher que dedicou-se a causas sociais de sua época. Nasceu em Swartekill, Nova York, na condição de escrava e seu nome de nascimento era Isabella Baumfree. Não se sabe ao certo a data do seu nascimento, pois não foi registrada, o que era típico de crianças nascidas na escravidão, porém historiadores estimam que ela nasceu em torno de 1797. 

Truth nasceu em um regime escravocrata e dois anos após seu possível nascimento, 1799, o estado de Nova York começou a negociar a abolição da escravatura, mas só em 4 de julho de 1827 decretou liberdade a todos os escravos, mudança que parecia não alcançar a Truth, uma vez que John Dumont, o seu proprietário, renegou uma promessa para libertá-la no final de 1826. Diante dessa situação a sua única opção era fugir com a sua filha mais nova, Sophia, com destino ao Canadá, deixando para trás os seus outros dois filhos. Pouco tempo depois de sua fuga ela soube que seu filho Peter (Pedro), de apenas 5 anos, tinha sido vendido ilegalmente para um homem no Alabama. Ela levou a questão ao tribunal e garantiu o retorno de Peter. O caso foi um dos primeiros em que uma mulher negra desafiou com sucesso um homem branco em um tribunal dos Estados Unidos.

Em 1829 Sojourner Truth converteu-se ao Cristianismo e mudou-se com seu filho Peter para Nova York, onde trabalhou como empregada doméstica. No entanto, foi em 1 de junho de 1843 que Isabella Baumfree mudou seu nome para Sojourner Truth, que significava “Peregrina da Verdade”, nome que remete às lutas sociais as quais ela esteve engajada, como por exemplo, a metodista e a abolição da escravatura. Em 1844, Truth juntou-se a “Associação Northampton de Educação e Indústria”, em Northampton, fundada por abolicionistas. A organização apoiou uma ampla agenda de reformas, incluindo os direitos das mulheres e pacifismo. Dessa forma, sendo considerada uma das oradoras mais famosas sobre abolicionismo, suas memórias foram publicadas sob o título “A Narrativa de Sojourner Truth: Uma escrava do norte. Ela ditou suas recordações ao amigo Olive Gilbert, uma vez que não sabia ler nem escrever, e William Lloyd Garrison escreveu o prefácio do livro, em 1850. Foi em maio de 1851 que Truth falou pela primeira vez a uma Convenção Nacional dos Direitos da Mulher, em Ohio, Akron. Este é um dos seus discursos mais famosos titulado como “Ain’t I a woman?” que significa “Não sou eu uma mulher?”. Gravado por vários observadores que encontravam-se no local e publicado pela primeira vez em 21 de junho de 1851 no jornal Anti-Slavery Bugle. O discurso foi uma resposta a um dos palestrantes do sexo masculino. Truth argumentava em seu discurso sobre a imagem fictícia que a sociedade estadunidense criou para a mulher branca; uma mulher que precisava ser ajudada a todo tempo, desde subir na carruagem até outros “privilégios”, já que elas não podiam exercer atividades remuneradas por serem consideradas inferiores intelectual e fisicamente, diferente das mulheres negras, no quesito trabalho braçal.

Fonte: Rabiscando na Madrugada


Truth, também conheceu e conversou com o presidente dos Estados Unidos, na época Abraham Lincoln, sobre suas crenças e sua experiência. Assim, Truth deixou o seu legado de a oradora mais conhecida na defesa dos direitos da mulher e do abolicionismo, sendo lembrada pelo seu incrível discurso “Ain’t I a woman?” e sendo um grande referencial para o povo negro e as mulheres em suas lutas por uma sociedade igualitária.


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